EMPRESA INSTALADA NO PARQUE DE TECNOLOGIA GUAMÁ DESENVOLVE ÓCULOS DE REALIDADE VIRTUAL DA AMAZÔNIA.

Empresa de tecnologia voltada para a criação de projetos, soluções e ferramentas que visam a melhora da qualidade da educação, apresenta o seu novo projeto, o MiritiBoard VR, óculos de realidade virtual que utiliza o miolo da palmeira de miriti/buriti como matéria prima. 

O MiritiBoard VR é um projeto aberto, qualquer pessoa pode baixar o projeto do óculos e construir o seu. Para usufruir dos óculos de MiritiBoard, basta ter acesso a um smartphone com giroscópio e acelerômetro, ferramentas que possibilitam a experiência de imersão. “O objetivo do projeto é mostrar para a comunidade escolar que é possível inovar com uma matéria prima que está no nosso quintal, como é o caso do miriti. A realidade virtual permite que os alunos possam visitar diferentes lugares, enxergando o mundo com outros olhos. Estamos mapeando pontos no Pará para que o mundo possa também nos visitar virtualmente, com isso poderemos proporcionar uma interação de todos os brasileiros e enriquecer a relação ensino-aprendizagem”, destaca Walter Junior, sócio da Inteceleri.

Será adicionado ao MiritiBoard uma aplicação que está em construção "App Aluno Explorador VR", focada no ensino de geometria. No ambiente virtual o aluno consegue identificar diferentes formas geométricas regulares e, através de um processo de abstração que acontece dentro deste ambiente, é capaz de ver a materialização das formas em 3D, 2D, podendo ver na prática a aplicação de conceitos de geometria. “A ideia principal é que o professor, junto com os próprios alunos, faça o download do projeto e construa seus próprios óculos e use o aplicativo. Trata-se da transversalidade da educação e utiliza também os conceitos da cultura maker, onde qualquer pessoa pode construir, consertar, modificar e fabricar diferentes tipos de objetos ”, informa Walter Junior.

Apesar de ser um projeto aberto, a Inteceleri também fará a comercialização dos óculos prontos. A construção e os resultados será realizado em parceria com as comunidades do estado que trabalham com o Miriti aqui no Pará. As parcerias estão em fase de articulação, mas já há intenção de fechar acordos de produção como com a Associação de Remanescentes do Quilombo de Gurupá (Arquig), no município de Cachoeira do Arari, arquipélago do Marajó. Um integrante da comunidade, que é estudante de Engenharia da Universidade Federal do Pará, participou da concepção dos primeiros protótipos e da produção da versão final dos óculos, junto com a equipe da Inteceleri.

Inteceleri – Empresa de tecnologia voltada para a criação de projetos, soluções e ferramentas que visam a melhorar a qualidade da educação, em especial no nível do Ensino Básico. Produzem jogos e metodologias inovadoras como, por exemplo, o Matematicando, com o objetivo de ajudar professores a ensinar para os estudantes conteúdos essenciais da disciplina matemática de forma muito mais acelerada e divertida. É parceira oficial do Google na implantação da plataforma Google for Education e da plataforma Google Expedition. Atua no mercado há mais de 3 anos e possui cerca de 70 mil alunos e 6 mil professores que participam dos seus projetos.

Parque de Ciência e Tecnologia Guamá – Construído em Belém, em uma área de 73 ha cedida UFPA e pela UFRA, o PCT Guamá é o primeiro parque tecnológico a entrar em operação na Região Norte.  A construção e consolidação do espaço são de responsabilidade do Governo do Pará, por meio da Sectet.